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6 de dezembro de 2017 pela

O DESPERTAR PARA UMA FANTÁSTICA VIAGEM NO UNIVERSO DA LITERATURA

Do simples e prazeroso hábito de ler, um verdadeiro banho de cultura. Foi assim que a Secretaria de Educação de Mucuri (Seme) encerrou o mês de novembro com a realização do 1º Festival Literário de Mucuri (Flimu), projeto de intervenção sugerido pela equipe pedagógica para contribuir com desenvolvimento da literatura nas escolas do município.

A secretária Jane Cláudia Queiroz dos Santos e Janainna Alves de Freitas Rocha Dias, do Departamento de Ensino, contando com o esforço de Jaderson da Cunha Koch, José HiltonTarlher do Rosário, Vilma Maria Pereira Duque e Ronilzia Guerra Jardim, além de outros colaboradores, realizaram um evento simples no dia 30 de novembro, mas que se constituiu em um importante marco para redefinição de iniciativas para 2018.

A NECESSIDADE

O Flimu foi concebido como um desafio. Na justificativa do projeto, está claro:

“Sem dúvida, um dos desafios dos dias atuais nas escolas é desenvolver no educando o gosto pela literatura, ou uma leitura extensiva. A maioria dos docentes reclama acerca do crescente desinteresse dos estudantes pela leitura.

Muitas e diferentes razões são apontadas para o fato: descuido familiar, decadência do ensino, excesso de facilidade na vida escolar, apelos sociais com muitas formas de diversão etc.

Um dos pontos cruciais a ser superado é a leitura com cobrança. Pense: ‘Por que o aluno prefere a televisão, o videogame, a internet e outras diversões em vez da leitura? Será que é por que não tem que relatar nada, não tem que fazer prova sobre o assunto, não vai ser cobrado de alguma outra forma?’

Sem dúvida, o desinteresse dos discentes tem como uma das causas esse condicionamento, essa tranquilidade que vamos, ano após ano, levando às crianças os mesmos livros, as mesmas histórias, supondo atividades iguais para todos os estudantes como se eles fossem iguais.

Cabe ao educador refletir e mudar sua prática pedagógica. A leitura precisa ser vista como uma possibilidade de indagar, pesquisar, criar, recriar, de maneira que a literatura venha a ter uma função atual, verdadeiramente recreativa e estética – e por isso social e renovadora -, entre atividades da criança e do adolescente. Isso ocorrerá com facilidade quando a literatura for um valor para o próprio estudante.

Se perguntarmos a qualquer educador sobre o que se pretende quando leva o livro à infância, a resposta será sempre a mesma: queremos criar nos pequenos o hábito de ler. Em outras palavras, pretendemos que a criança tenha, pela vida afora, a literatura como forma de enriquecimento.”

 

Por isso, Jane Cláudia, Janainna e todos da equipe pedagógica apoiaram-se em questionamentos, como: o que a escola tem feito para isso? Qual é o incentivo que as crianças têm para dedicarem à leitura? O que os nossos alunos gostam de ler? Por que nossos educandos leem tão pouco?

Preocupados com o problema da leitura nas escolas, querendo saber a razão pela qual os alunos leem tão pouco, é necessário o desenvolvimento de projetos que despertem no educando o prazer pela leitura, estimulando-o a escrever e a divulgar as suas produções textuais. Nesse ambiente é que se deu a realização do Flimu com as turmas do 4º e 5 º ano do Ensino Fundamental  Anos Iniciais, em todos os anos do Ensino Fundamental Anos Finais e nos 1º (4º/5º anos) e 2º segmentos da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

O EVENTO

Realizado no espaço da 1ª Igreja Batista, em Itabatã, o evento contou com abertura da secretária Jane Cláudia e apresentação do projeto a cargo de Janainna Alves de Freitas Rocha Dias. Como jurados: Dejanielle Aráujo Cortez, Marcella Godoy e Maria da Glória Benigno.

Uma apresentação musical do clássico “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim, com declamação do “Soneto de Fidelidade”, de Vinícius de Moraes, pelos alunos do Colégio Estadual Jaci Ferreira dos Santos, marcou o início da programação, seguida de muita poesia, música e dança.

O prefeito Carlos Simões, a primeira-dama Cleudi, o vice-prefeito Fernando Jardim, secretários, autoridades e profissionais da Educação prestigiaram o acontecimento, que, com certeza, se repetirá em 2018 com sucesso muito maior, sempre com foco no objetivo de estimular o hábito da leitura, e que seja estendido a todas as escolas não apenas de Itabatã, mas da sede e demais distritos e povoados.

“É menor pecado elogiar um mau livro sem o ler, do que depois de o ter lido. Por isso, agradeço imediatamente depois de receber o volume. Não há vida literária plenamente virtuosa.”

(Carlos Drummond de Andrade)

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